Han Kang teve um sonho. Em um campo coberto de neve, ela andava em meio a troncos de árvores nus que funcionavam como lápides para túmulos que a água do mar ameaçava inundar. É assim que começa Sem despedidas, traduzido por Natália T. M. Okabayashi, com a protagonista, a escritora Kyung-ha, tendo esse mesmo sonho.ContinuarContinuar lendo “Ficção, memória e resgate em “Sem Despedidas”, de Han Kang”
Arquivos da categoria: Leituras
“As formas do mar – poesia chinesa contemporânea”.
“As formas do mar – poesia chinesa contemporânea”. Org. Hu Xudong, Marcelo Lotufo; tradução Dora Ribeiro, Inez Zhou. Edições Jabuticaba, 2024 Antologia bilíngue, organizada por Hu Xudong e Marcelo Lotufo e publicada pela Edições Jabuticaba, é composta por 52 poemas, de 10 poetas chineses contemporâneos nascidos entre os anos de 1968 e 1993 nas maisContinuarContinuar lendo ““As formas do mar – poesia chinesa contemporânea”.”
“Greek Lessons”, de Han Kang
“Greek Lessons”, Han Kang. Tradução para o inglês Deborah Smith e Emily Yae Won. Hamish Hamilton, 2023. A professora e tradutora Ji Yun Kim estabelece alguns eixos para trabalhar as principais obras da agora Nobel de Literatura Kan Hang. São eles “Violência individual”, “Violência do governo” e “Linguagem e Imagem”. “A Vegetariana” se enquadraria na “ViolênciaContinuarContinuar lendo ““Greek Lessons”, de Han Kang”
“O caso dos nove chineses”, de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo
“O caso dos nove chineses”, Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo. Ed. dos Autores, 2024. A madrugada de 01 de abril de 1964 mudava para sempre a História do Brasil. A madrugada de 03 de abril mudava para sempre a história de noves chineses em mais um episódio sombrio dos tempos da Ditadura eContinuarContinuar lendo ““O caso dos nove chineses”, de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo”
“Açougueira”, de Marina Monteiro
Açougueira, de Marina Monteiro. Claraboia Editora, 2024. Uma mulher está sentada diante de um “doutor” no que aparentemente é um júri. Ela se defende da acusação de ter matado o marido, mas como a própria diz: “a história mora nos detalhes. Não adianta chegar logo no final. Eu sei, pro senhor e pra todo mundo,ContinuarContinuar lendo ““Açougueira”, de Marina Monteiro”
“Coelho maldito”, de Bora Chung
Coelho maldito, de Bora Chung, tradução Hyo Jeong Sung. Alfaguara, 2024. Impossível passar incólume por esta capa da Mariana Metidieri com ilustração da Ing Lee, mas talvez eu tenha (quase) passado pelo texto da Bora Chung, apesar de ter gostado muito de conhecer a autora e do livro em si. São dez contos que transitamContinuarContinuar lendo ““Coelho maldito”, de Bora Chung”
Tradução, transcriação e adaptação em Diasporic e Clan, de Soon Ai Ling e Yeo Wei Wei
Diasporic e Clan são dois livros de contos da autora chinesa-singapurense Soon Ai Ling. Eles foram traduzidos, transcriados e adaptados por Yeo Wei Wei. Primeiro, Yeo Wei Wei traduziu Diasporic. Como o título já indica, a diáspora, no caso, a diáspora chinesa, funciona como uma âncora na qual o livro se finca e é ao redor dela que asContinuarContinuar lendo “Tradução, transcriação e adaptação em Diasporic e Clan, de Soon Ai Ling e Yeo Wei Wei”
“Nossa parte de noite”, de Mariana Enriquez
“Nossa parte de noite”, Mariana Enriquez. Tradução Elisa Menezes. Intrínseca, 2021. Depois de ler e me apaixonar pelos dois livros de contos da autora, “Os perigos de fumar na cama”, com tradução também da Elisa Menezes, e “As coisas que perdemos no fogo”, com tradução de José Geraldo Couto, confesso que bateu um certo receio:ContinuarContinuar lendo ““Nossa parte de noite”, de Mariana Enriquez”
Atos Humanos, de Han Kang
“Atos Humanos”, Han Kang. Tradução Yi Yun Kim. Todavia, 2021. “Por que será que cantam o Aegukga para as pessoas que foram mortas pelos soldados? Por que enrolam os caixões com a Taegukgi? Como se não fosse a nação que os tivesse assassinado.” (pág. 14) Há alguns meses li o “Sobre a terra somos belos por um instante”,ContinuarContinuar lendo “Atos Humanos, de Han Kang”
Transgressão e Transmutação em “Terráqueos” e “A vegetariana”
Ao começar um novo livro é comum acionarmos nossa biblioteca interna, aquela formada por todas as leituras que vieram antes, e assim, traçarmos conexões com todos os textos que nos compõe. Quando li Terráqueos, da Sayaka Murata, em Fevereiro, não foi diferente e acabei estabelecendo elos com A Vegetariana, da Han Kang, pois ambas causam um certoContinuarContinuar lendo “Transgressão e Transmutação em “Terráqueos” e “A vegetariana””